Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Wanna Be a Mover

I need to reach some new goal.
I'm bored,
and then i think too much
and then i get lazy, and sentimental.
And i'm not like that!
I'm a "maker",
i know i can do things, good things,
and i like to work, to create!
I don't want to be a waste
of energy, will and power.

So i need to move my ass!

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

"Amantes Amentes"


Errare humanum est

O maior erro da Humanidade foi descobrir o Amor.

Ou melhor. Denominá-lo.

Não poderia o Amor existir por si só? Sem nome?
O que o nome veio fazer foi possibilitar a descrição, o pensamento. E o Amor opõe-se a isso tudo.

Existe porque sim. Ponto.

Nasce? Sim. Alegra? Sim. Magoa? Sim. Acaba? Sim.

Para quê complicar a questão?
Para quê descrevê-lo, se assume tantas formas?
Para quê chatearmo-nos com ele, se ele é livre e se está a marimbar?

Vocês não acham que foi um erro?

Ou acham antes que eu tive mais uma diarreia mental estúpida que nunca deveria ter sido publicada?

Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Não Me Procures


Comecei a escrever um livro sobre uma morte precoce.

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

ABisMO


Ela não percebe a sua necessidade básica de fugir, dissimular, isolar-se.
Mas ele fá-lo, com tudo, e com toda a gente.
De tanto tempo ter dissimulado um passado, quando disse a verdade perdeu a cara-metade e quase o melhor amigo também. E o pior é que ainda não contou a quem mais de direito.
Continua a afastar-se e a não sorrir. A vida é escura, sempre, em todo o lado, e ninguém o compreende. A continuar assim, ninguém nunca o vai compreender.
E ele foge. E refugia-se na violência.

E ela continua sem compreender a sua necessidade básica de fugir.
Ninguém a mandou envolver-se.

Ela já não está triste, mas teme por ele.
Até onde vai ele? E como?

Não sabe. Nem ele próprio o sabe.

[ let him dance alone ]

Domingo, 19 de Outubro de 2008

Recordar*


Eu nunca te esqueceria. Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos”.

Is 49, 15b-16a





Os lírios velam esta noite e conspiram por mais um segundo.
Houve sempre em mim o desejo de ser grande, de ser imenso, de ser maior. Procurei algo mais do que o equilíbrio precário nestas áleas de oceano sem fim, mais do que uma elementar acrobacia no incerto trapézio da vida. Mas hoje sei que tudo foi em vão.

– os lírios velam esta noite.

Este é, por isso, um deambular pelas confissões inauditas que ouso gritar surdamente num ouvido mudo, um sopro de pó feito de tempo gasto. Transporto-te, como um fardo, num som, numa palavra, num gesto, num olhar. Pouco mais me resta…

– e conspiram por mais um segundo.

Obrigado pelos sorrisos, pelos abraços, pelo ombro certo nas horas incertas. Obrigado por seres quem és, e por seres quem sou. Obrigado por teres estado presente, mesmo estando eu ausente. E desculpa…desculpa pelos momentos em que me esvaí por entre os liames que nos uniam, pelos momentos mortais do nosso sempiterno amplexo.
Resta-me guardar as tuas flores e deixar-te no cais, contanto que não te poderei acompanhar nesta viagem. O mar que nos cinde é curto e o tempo que nos desvia é efémero. Os lírios velam esta noite e conspiram por mais um segundo. Até sempre…


*re-cordar (corde = coração) → voltar a passar pelo coração

Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

O Novo Ano Começa Agora


Assim diz o título dum artigo da minha revista de eleição.
E é verdade. Qual Janeiro, qual quê! A altura do ano em que mais planos faço e concretizo é esta, a de Setembro-Outubro, quando volto de férias e recomeço a rotina das aulas e dos trabalhos, intercalados, é claro, com as saídas nocturnas com os amigos, eheheh ;o) .
Pois bem, o artigo diz isso mesmo:

"Durante as férias são feitas promessas, revelados desejos e traçadas metas para viver melhor: jantar em família, brincar com as crianças, namorar, não adiar eternamente a leitura daquele livro. Mas as promessas, desejos e metas, muitas vezes definidos à beira-mar, esfumam-se no primeiro dia de trabalho."

E porquê? Arranjam-se mil e uma desculpas...

- O horário escolar não é compatível com o do voluntariado;
- O ginásio fica longe de casa;
- A piscina implica uma hora de esforço adicional na ida e na vinda, para além do habitual km que se nada...

etc, etc, etc, ...

O artigo continua e dá doze exemplos de coisas para fazer e levar avante com bastante vontade, sem desistências:
- Faça um curso inusitado;
- Seja voluntário;
- Adopte exercícios físicos simples;
- Faça um retiro espiritual;
- Reserve duas horas por dia para si;
- Remodele a sua casa;
- Namore todos os dias;
- Economize todos os meses;
- Liberte-se, um dia por mês, das tecnologias;
- Experimente novos visuais;
- Seja turista na sua região;
- Coma mais "verde".

Pois bem, depois de o ler, fiquei com uma vontade enorme de fazer isto tudo, não é? Quem não gostava de escrever esta lista, afixá-la na parede do quarto e, passo a passo, ir colocando um visto à frente de cada item sempre que se avançasse mais um pouco na procura de uma vida mais recheada, mais completa?

Pois bem, lanço um desafio aos colaboradores e aos leitores deste blogue!

1º: Pensem na quantidade de vezes que já desistiram destes planos de início de ano e nem deram conta, e nas razões que vos levaram a nunca tentar sequer;

2º: Comentem os itens da lista: há alguma coisa que falta? Alguma coisa que acrescentassem ou retirassem? O que é que é possível fazer e o que é que não é possível? Se debatermos isto juntos podemos arranjar alternativas ao que se nos assemelha inicialmente impossível;

3º: Escrevam a vossa lista, e comecem a concretizá-la. Partilhem os vossos planos com os restantes colaboradores. Não, não é coscuvilhice. É que, falando por experiência própria, se tivermos alguém que saiba do plano de exercício físico, por exemplo, esse alguém pode acompanhar-nos na sua concretização e puxar por nós quando a preguiça ataca!

Se calhar pedi muita coisa... Mas é tudo pelo bem comum, e para andarmos mais felizes! :o)

***

Domingo, 21 de Setembro de 2008

Escrita: Liberdade e Medo

Ao tentar escrutinar o prólogo dos meus "devaneios" neste blogue, detive-me sobre cada palavra ja nele escrita, e "parei o tempo" para me enroscar no acto de falar com os dedos... comecei por pensar no próprio acto da escrita, e concluí que este seria o prólogo mais genuíno que poderia fazer, para que eu própria e cada um de vós compreenda os próximos posts. Então, comecei a viagem...
O que significa escrever? mais, o que pode significar escrever/dar voz à consciência?
Poderá ser uma expressão de liberdade, onde, depois de uma "introspecção controlada" sobre o Eu, o Outro, e o Mundo, partilhamos os nossos anseios mais profundos, os nossos inconformismos mais perenes, os nossos ideais... Enquanto experiência livre pode ainda ser o espelho de experiências interpessoais já vividas, no desejo de retomá-las!
Não obstante, ao acto de escrever pode estar vilmente associada uma expressão de medo... estranho? talvez não... Quantas são as vezes em que escrevemos de forma robuscada convicções de simplicidade, de felicidade possível "só com um gesto", de relações humanas ideais... e quão raras são as vezes em que "transpiramos" para o Outro cada palavra convicta que aqui expressamos? Tanto que falamos de Amor, de Vida, de Relações, e tão pouco somos capazes de transportar para fora do ecrã do pc? É certo, temos medo, "medo de perder a rédea, a pose e o prumo"... Medo, porque podemos não ser aceites pelos outros, porque podemos não ser compreendidos, porque podemos arrepender-nos... Muito possivelmente, se tivessemos coragem de SER genuinamente o que escrevemos, cada verbo, cada adjectivo, cada reticência, as relações interpessoais seriam muito mais maravilhosas, ainda que pudessem ser mais complicadas (mas talvez aí é que esteja a piada!)...

Em silêncio, mas no ruído que faz o SER e o TRANSPARECER na minha mente, emergem as palavras de um poeta... "Para ser grande, sê inteiro (...) sê todo em cada coisa"... que a cada "momento", se queremos dar voz à consciência, possamos tornar este espaço "plural, como o Universo" na expressao ab integro dos "voos" que tivemos coragem de fazer e daqueles que ainda não nos atrevemos a tentar.


Sábado, 20 de Setembro de 2008

Num segundo...

Tic-Tac… os segundos atropelam-se freneticamente a cada dia que passa… impiedoso relógio que não se compadece da natural serenidade da nossa ampulheta vital! Uma Batalha perene do homem contra um dos seus grandes adversários, o Tempo.

Como encontrar a desejada homeostase entre tão grandes oponentes?
Quebrar a corrente do tempo é inexequível, verdadeiramente utópico, se até Deus, Nosso Criador, não foi capaz de rescindir de 7 preciosos dias, para concretizar toda a sua criação.
Esconder, qual avestruz, o pescoço na areia e esperar pelo amanhã (que na eminência apocalíptica pode nunca surgir), não aparenta igualmente ser a melhor alternativa.
Subsiste uma última opção…
Enfrentar tamanho jugo, vivendo e sentindo plenamente, a pequena gota de chuva que cai, a onda do mar que ameaçadoramente se acaba por esmorecer na costa… De facto, a menos dócil das opções, pois exige do Homem o devido atrevimento… Dos fracos não reza a história… O sol em cada manhã arroja-se com o brilho dos seus raios, do pequeno casulo irrompe a frágil e atrevida borboleta que tão belo sentido estético atribui aos quadros de Monet

Da mesma forma,
como ser alado que és, solta as asas e vive fulgorosamente… atreve-te, nem que seja por um segundo…